Saiba como montar uma lancheira saudável

Saiba como montar uma lancheira saudável

Salgadinhos, bolachas, bisnaguinhas e suco de caixinha são itens comuns na alimentação de muitas crianças, principalmente como lanche entre as principais refeições. O grande problema é que esses alimentos, aparentemente inofensivos, escondem riscos à saúde. Seu consumo excessivo pode causar problemas graves, como obesidade, diabete, hipertensão e dislipidemia, ou seja, elevação da gordura no sangue. Por isso, é essencial que sua ingestão seja limitada.

Como os adultos são modelos para as crianças, a alimentação de toda a família deve   ser saudável e diversificada. A refeição em casa deve ser a mais variada possível, com frutas, verduras, legumes e cereais integrais. Assim, a criança conhecerá desde cedo todos os alimentos e não vai enjoar facilmente. “Se alimentos industrializados forem rotina em casa, fica difícil evitar o consumo. É importante ensinar a criança sobre alimentação saudável desde os primeiros anos de vida, pois é nesse momento que ocorre a formação do seu hábito alimentar”, aponta Larissa Baldini Farjalla Mattar, nutricionista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Para fugir desses malefícios, existem algumas dicas: reduzir a oferta desses alimentos   durante a semana e consultar um nutricionista para seguir uma reeducação alimentar. Os pais que têm dificuldade em negar guloseimas para os filhos também podem levá-los para feiras de hortifruti ou supermercados e apresentar diferentes frutas e hortaliças, de várias cores e formatos. Nesse momento, é importante comprar os alimentos que despertem o interesse da criança, assim, ela entra em contato com produtos variados e tem curiosidade de prová-los.

Mas, nada de radicalismos no momento de riscar produtos industrializados de uma   hora para outra da rotina dos filhos. “Nada precisa ser proibido, exceto o excesso. Para as crianças que já consomem guloseimas, é possível estabelecer metas. Além disso, na hora de negar um salgadinho, por exemplo, é importante explicar que esse alimento não deve ser consumido em excesso porque é prejudicial à saúde. Também é importante não negar esse tipo de alimento como castigo e não o utilizar como recompensa”, explica Larissa.